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Investigação da Comissão Europeia faz cair cotação em bolsa dos fabricantes chineses

By on 14 Setembro, 2023

O dia começou mal para os fabricantes chineses de automóveis, com as cotações em bolsa a caírem, depois do anúncio de que a Comissão Europeia vai investigar ajudas do governo chinês que poderão estar a dar uma vantagem desleal.

Segundo o dinheirovivo.pt, às 10 e 30 de Hong Kong, as ações do maior vendedor de veículos elétricos do país asiático, a BYD, caíam 1,61%, uma tendência seguida pela Leapmotor (-3,69%), Nio (-1,49%), GAC (-0,99%), Geely (-0,93%) e a Xpeng (-0,56%). Nas bolsas da China continental, a situação foi semelhante, com perdas para a Great Wall (-1,47%), Changan (-0,91%) e SAIC (-0,4%). A Li Auto foi a única a escapar, ao subir 1,79%.

Esta tendência negativa chega depois de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ter anunciado a abertura de uma investigação para entender os apoios do governo chinês às marcas locais, que promovem “preços artificialmente baixos”.

Wang Lutong, diretor-geral para os assuntos europeus do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, respondeu ao anúncio rotulando a investigação através de uma mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter):

“Muitos membros da UE subsidiam as suas indústrias de veículos elétricos”, afirmou. “Que legitimidade tem a Comissão Europeia para abrir uma investigação sobre subsídios atribuídos aos veículos elétricos na China?”.

O domínio da China no setor dos veículos elétricos é cada vez mais notado. A uma velocidade estonteante, foram criadas marcas chinesas, com parcerias fortes, utilizando o desenvolvimento tecnológico dos componentes de baterias e software que a china já possuía, munindo-se também da experiência dos construtores europeus, que abriram fábricas na China e que, até agora, viam o mercado chinês como um terreno de caça profícuo, com boas margens de lucro.

O jogo parece ter-se invertido e são agora os chineses que chegam à Europa com propostas fortes, que fazem tremer o setor. Não se trata apenas de uma chegada em força de marcas de fora da Europa. Trata-se de uma ameaça a um dos motores mais fortes, senão o mais forte da economia europeia, a indústria automóvel. Com a chegada das marcas chinesas, que deveria ter sido acautelada, mas que dada a sua velocidade de desenvolvimento, apanhou todos de surpresa, o mercado já muito preenchido de marcas europeia verá a chegada de propostas interessantes e a preços mais baixos. Isso ameaça a viabilidade dos grupos e, com isso, postos de trabalho e a economia em geral.

Não surpreende que a Comissão Europeia queira investigar a fundo uma das possíveis vantagens dos construtores chineses. O que é um facto é que a fatia de mercado mundial ocupada pelas fabricantes chineses é cada vez maior no mercado elétrico, visto como essencial para a mobilidade do futuro. Segundo o dinheirovivo.pt, Cinco das dez marcas de veículos elétricos mais vendidas no mundo são agora chinesas. A maior é a BYD, que fica apenas atrás da norte-americana Tesla. Isso mostra a força destes novos “players” e o que isso representa para a indústria europeia.

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