Mercedes-Benz C 300 d Station – Ensaio Teste

By on 20 Outubro, 2021

Mercedes-Benz C 300 d Station – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

A estrela da família

A nova geração do Mercedes-Benz Classe C está de regresso ao Automais, desta vez na sua carroçaria mais familiar, a Station. Este que é um dos modelos mais importantes da marca alemã, recebeu um tratamento verdadeiramente premium com alguns argumentos que podem ser vistos no mais luxuoso Classe S. Para além do reforço tecnológico e uma atualização estética, a nova geração da carrinha apresenta-se com melhorias na habitabilidade e funcionalidade, características cruciais para as famílias. Neste ensaio testámos a versão 300 d que está equipada com o cada vez mais raro motor Diesel. A nova geração tem argumentos suficientes para rivalizar com as rivais alemãs?


Mais:

Tecnologia, dinâmica, consumos, visual

Menos:

Capacidade de bagageira, sensibilidade do travão

Exterior

8/10

Exterior (8/10) No exterior, a nova geração do Mercedes-Benz Classe C adota um estilo mais elegante e dinâmico, com algumas inspirações no Classe S, inclusive na versão Station. Mais ainda quando equipado com o “kit” exterior AMG, como é o caso da versão ensaiada, que eleva o carácter desportivo graças a para-choques e grelha dianteira distintas. De um modo geral, a Mercedes-Benz não foi revolucionária no design da C Station, mas conseguiu tornar a fórmula um pouco mais apelativa.

Interior

9/10

Interior (9/10) O mesmo não se pode dizer do interior. Ao abrir a porta somos brindados com um habitáculo bem construído onde praticamente tudo é digital. Tal como já referimos no ensaio do C Limousine, a nova geração do Classe C tem algumas semelhanças como maior Classe S ao apresentar um painel de instrumentos separado do ecrã central, num claro “romper” com a filosofia utilizada, por exemplo, no atual Classe A, dos dois ecrãs interligados. Para além disso, o ecrã central está agora numa posição mais baixa e disposto na horizontal.

Relativamente a espaço, a nova C 300 d Station apresenta-se com uma melhoria face à antecessora. De facto, os passageiros traseiros contam espaço em sobra tanto para pernas como para cabeça, algo que permite transportar dois adultos sem qualquer problema. Já o lugar do meio é prejudicado por um túnel central pronunciado. A bagageira tem agora um volume de 490 litros, ou seja, a mais pequena quando comparada com as rivais Audi A4 Avant, BMW Série 3 Touring e Volvo V60, porém, os valores são todos muito semelhantes. Ainda assim de referir que a bagageira da C 300 d Station é bastante funcional e com os bancos rebatidos temos uma superfície verdadeiramente plana.

No capítulo da tecnologia, a nova geração do Classe C apresenta-se num patamar superior, principalmente no que diz respeito a esta nova geração do sistema de infotainment MBUX que se caracteriza por completo e intuitivo, com os menus bem organizados.

Equipamento

8/10

Equipamento (8/10) Como é comum na Mercedes-Benz, os veículos contam com um recheio de equipamento razoável. Porém, a longa lista de opcionais é praticamente irresistível, tal como mostra a unidade deste artigo que conta com praticamente 7000€ em opcionais. É caso de isso a consola centra com aparência metalizada (162€), pintura exterior em “Vermelho Hyacinth” (1179€), estofos em pele preta (1667€) e pack premium (3171€).

Consumos

8/10

Consumos (8/10) No que diz respeito a consumos, a C 300 d Station é em tudo semelhante à limousine, ou seja, a Mercedes-Benz anuncia um valor balizado entre os 5,1 e os 5,3 l/100 km. Durante o nosso ensaio percebemos que é possível realizar valores na casa dos 5,7 l/100 km a um ritmo contido. Se quiser utilizar a potência de forma mais descuidada, os valores vão subir e, no nosso caso, registámos um valor médio de 6,7 l/100 km.

Ao Volante

8/10

Ao volante (8/10) A nova geração do Mercedes-Benz Classe C deu um “pulo” no que diz respeito à condução. Ao apresentar-se com uma maior distância entre eixos, bem como uma nova afinação de suspensão, a Station é agora uma carrinha que garante mais conforto aos passageiros. Ainda assim, em estradas mais degradadas as imperfeições são sentidas com as jantes de 18 polegadas a terem um papel decisivo.

Também no capítulo dinâmico apresenta melhorias graças a um chassis muito bem trabalhado. Apesar dos mais de 1800 kg de peso, a transferência de massas é feita na dose certa. A direção é precisa e permite “atirar” a carrinha para a curva e, percorrê-la com segurança e precisão. Caso queira pisar o acelerador ligeiramente mais cedo, a traseira pode deslizar ligeiramente, mas com movimentos sempre controlados. Talvez um dos pontos menos positivos passe pela sensibilidade do pedal do travão, um “mal comum” a todos os veículos eletrificados. Isto porque, a primeira fase da pressão, que serve como regeneração de energia da bateria do sistema Mild Hybrid que equipa o motor 2 litros desta C 300 d Station, não tem um funcionamento preciso e progressivo como o desejável.

Motor

8/10

Motor (8/10) Tal como no ensaio da Limousine, também esta versão Station está equipada com o motor quatro cilindros em linha, turbo, Diesel, associado a um sistema mild hybrid de 48V. Na versão 300 d este debita 265 cv e 550 Nm de binário, potência suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,8 segundos, 0,1 s mais lenta do que no carro, enquanto a velocidade máxima mantém-se nos 250 km/h. Como é comum nos motores Diesel, a resposta ao acelerador é enérgica desde baixa rotação. De destacar o seu trabalhar bastante refinado e quase impercetível.

Balanço Final

8/10

Balanço Final (8/10) Em suma, a Mercedes-Benz C 300 d Station apresenta-se como uma verdadeira evolução. A nova geração do Classe C eleva a fasquia no que diz respeito a tecnologia e dinâmica, mas mantendo as características pelos quais é conhecido. Talvez um dos pontos menos positivos seja a capacidade bagageira inferior face às rivais. Se costuma fazer muitos quilómetros em autoestrada, este motor Diesel ainda continua a ser a melhor opção graças a uma eficiência dificilmente alcançável pelos outros tipos de motorização.

Concorrentes

Audi A4 Avant 40 TDI S Tronic – Motor: 4 cilindros de 2.0 litros, turbo, diesel + sistema mild hybrid; Potência: 204 cv e 400 Nm de binário; Bagageira: 495 litros ; Consumos anunciados: 5,2 l/100km; Tração: dianteira; Preço base: 52 849€

BMW 330d Touring –  Motor: 4 cilindros de 2.0 litros, turbo, diesel + sistema mild hybrid; Potência: 286 cv e 650 Nm de binário; Bagageira: 500 litros; Consumos anunciados: 5,2 l/100km; Tração: traseira; Preço base: 65 000€

 

Volvo V60 B4 – Motor: 4 cilindros de 2.0 litros, turbo, diesel + sistema mild hybrid; Potência: 197 cv e 420 Nm de binário; Bagageira: 529 litros; Consumos anunciados: 5,5 l/100km; Tração: dianteira; Preço base: 50 872€

Ficha Técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, Diesel + sistema mild hybrid

Cilindrada (cm3): 1993

Diâmetro x Curso (mm): 82 x 94,3

Taxa de Compressão: 15,5 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 265/4200

Binário máximo (Nm/rpm): 550/1800-2200

Tração: traseira

Transmissão: Automática de 9 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): Triângulos sobrepostos / Independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 5,8

Velocidade máxima (km/h): 250

Consumos misto (l/100 km): 5,1-5,3

Emissões CO2 (gr/km): 134-141

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4751/1820/1455

Distância entre eixos (mm): 2865

Largura de vias (fr/tr mm): 1582/1594

Peso (kg): 1835

Capacidade da bagageira (l): 490

Deposito de combustível (l): 50 + 7

Pneus (fr/tr): 225/45 R18 / 245/40 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 68 750 €

Preço da versão base (Euros): 61 850 €

 

Mais/Menos


Mais

Tecnologia, dinâmica, consumos, visual

Menos

Capacidade de bagageira, sensibilidade do travão

Preços


Preço da versão ensaiada (Euros): 68750€

Preço da versão base (Euros): 61850€

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) No exterior, a nova geração do Mercedes-Benz Classe C adota um estilo mais elegante e dinâmico, com algumas inspirações no Classe S, inclusive na versão Station. Mais ainda quando equipado com o “kit” exterior AMG, como é o caso da versão ensaiada, que eleva o carácter desportivo graças a para-choques e grelha dianteira distintas. De um modo geral, a Mercedes-Benz não foi revolucionária no design da C Station, mas conseguiu tornar a fórmula um pouco mais apelativa.

Interior

Interior (9/10) O mesmo não se pode dizer do interior. Ao abrir a porta somos brindados com um habitáculo bem construído onde praticamente tudo é digital. Tal como já referimos no ensaio do C Limousine, a nova geração do Classe C tem algumas semelhanças como maior Classe S ao apresentar um painel de instrumentos separado do ecrã central, num claro “romper” com a filosofia utilizada, por exemplo, no atual Classe A, dos dois ecrãs interligados. Para além disso, o ecrã central está agora numa posição mais baixa e disposto na horizontal.

Relativamente a espaço, a nova C 300 d Station apresenta-se com uma melhoria face à antecessora. De facto, os passageiros traseiros contam espaço em sobra tanto para pernas como para cabeça, algo que permite transportar dois adultos sem qualquer problema. Já o lugar do meio é prejudicado por um túnel central pronunciado. A bagageira tem agora um volume de 490 litros, ou seja, a mais pequena quando comparada com as rivais Audi A4 Avant, BMW Série 3 Touring e Volvo V60, porém, os valores são todos muito semelhantes. Ainda assim de referir que a bagageira da C 300 d Station é bastante funcional e com os bancos rebatidos temos uma superfície verdadeiramente plana.

No capítulo da tecnologia, a nova geração do Classe C apresenta-se num patamar superior, principalmente no que diz respeito a esta nova geração do sistema de infotainment MBUX que se caracteriza por completo e intuitivo, com os menus bem organizados.

Equipamento

Equipamento (8/10) Como é comum na Mercedes-Benz, os veículos contam com um recheio de equipamento razoável. Porém, a longa lista de opcionais é praticamente irresistível, tal como mostra a unidade deste artigo que conta com praticamente 7000€ em opcionais. É caso de isso a consola centra com aparência metalizada (162€), pintura exterior em “Vermelho Hyacinth” (1179€), estofos em pele preta (1667€) e pack premium (3171€).

Consumos

Consumos (8/10) No que diz respeito a consumos, a C 300 d Station é em tudo semelhante à limousine, ou seja, a Mercedes-Benz anuncia um valor balizado entre os 5,1 e os 5,3 l/100 km. Durante o nosso ensaio percebemos que é possível realizar valores na casa dos 5,7 l/100 km a um ritmo contido. Se quiser utilizar a potência de forma mais descuidada, os valores vão subir e, no nosso caso, registámos um valor médio de 6,7 l/100 km.

Ao volante

Ao volante (8/10) A nova geração do Mercedes-Benz Classe C deu um “pulo” no que diz respeito à condução. Ao apresentar-se com uma maior distância entre eixos, bem como uma nova afinação de suspensão, a Station é agora uma carrinha que garante mais conforto aos passageiros. Ainda assim, em estradas mais degradadas as imperfeições são sentidas com as jantes de 18 polegadas a terem um papel decisivo.

Também no capítulo dinâmico apresenta melhorias graças a um chassis muito bem trabalhado. Apesar dos mais de 1800 kg de peso, a transferência de massas é feita na dose certa. A direção é precisa e permite “atirar” a carrinha para a curva e, percorrê-la com segurança e precisão. Caso queira pisar o acelerador ligeiramente mais cedo, a traseira pode deslizar ligeiramente, mas com movimentos sempre controlados. Talvez um dos pontos menos positivos passe pela sensibilidade do pedal do travão, um “mal comum” a todos os veículos eletrificados. Isto porque, a primeira fase da pressão, que serve como regeneração de energia da bateria do sistema Mild Hybrid que equipa o motor 2 litros desta C 300 d Station, não tem um funcionamento preciso e progressivo como o desejável.

Concorrentes

Audi A4 Avant 40 TDI S Tronic – Motor: 4 cilindros de 2.0 litros, turbo, diesel + sistema mild hybrid; Potência: 204 cv e 400 Nm de binário; Bagageira: 495 litros ; Consumos anunciados: 5,2 l/100km; Tração: dianteira; Preço base: 52 849€

BMW 330d Touring –  Motor: 4 cilindros de 2.0 litros, turbo, diesel + sistema mild hybrid; Potência: 286 cv e 650 Nm de binário; Bagageira: 500 litros; Consumos anunciados: 5,2 l/100km; Tração: traseira; Preço base: 65 000€

 

Volvo V60 B4 – Motor: 4 cilindros de 2.0 litros, turbo, diesel + sistema mild hybrid; Potência: 197 cv e 420 Nm de binário; Bagageira: 529 litros; Consumos anunciados: 5,5 l/100km; Tração: dianteira; Preço base: 50 872€

Motor

Motor (8/10) Tal como no ensaio da Limousine, também esta versão Station está equipada com o motor quatro cilindros em linha, turbo, Diesel, associado a um sistema mild hybrid de 48V. Na versão 300 d este debita 265 cv e 550 Nm de binário, potência suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,8 segundos, 0,1 s mais lenta do que no carro, enquanto a velocidade máxima mantém-se nos 250 km/h. Como é comum nos motores Diesel, a resposta ao acelerador é enérgica desde baixa rotação. De destacar o seu trabalhar bastante refinado e quase impercetível.

Balanço final

Balanço Final (8/10) Em suma, a Mercedes-Benz C 300 d Station apresenta-se como uma verdadeira evolução. A nova geração do Classe C eleva a fasquia no que diz respeito a tecnologia e dinâmica, mas mantendo as características pelos quais é conhecido. Talvez um dos pontos menos positivos seja a capacidade bagageira inferior face às rivais. Se costuma fazer muitos quilómetros em autoestrada, este motor Diesel ainda continua a ser a melhor opção graças a uma eficiência dificilmente alcançável pelos outros tipos de motorização.

Mais

Tecnologia, dinâmica, consumos, visual

Menos

Capacidade de bagageira, sensibilidade do travão

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, Diesel + sistema mild hybrid

Cilindrada (cm3): 1993

Diâmetro x Curso (mm): 82 x 94,3

Taxa de Compressão: 15,5 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 265/4200

Binário máximo (Nm/rpm): 550/1800-2200

Tração: traseira

Transmissão: Automática de 9 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): Triângulos sobrepostos / Independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 5,8

Velocidade máxima (km/h): 250

Consumos misto (l/100 km): 5,1-5,3

Emissões CO2 (gr/km): 134-141

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4751/1820/1455

Distância entre eixos (mm): 2865

Largura de vias (fr/tr mm): 1582/1594

Peso (kg): 1835

Capacidade da bagageira (l): 490

Deposito de combustível (l): 50 + 7

Pneus (fr/tr): 225/45 R18 / 245/40 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 68 750 €

Preço da versão base (Euros): 61 850 €

 

Preço da versão ensaiada (Euros): 68750€
Preço da versão base (Euros): 61850€